Retiro Quaresmal convida colaboradores a um tempo de escuta e conversão em Anápolis
No dia 23 de março, no Espaço Regina Minorum, em Anápolis, os colaboradores da Sede Provincial participaram do tradicional Retiro Quaresmal, vivido anualmente como preparação para a Páscoa. Em meio ao ritmo cotidiano de trabalho, o encontro foi um convite a parar, silenciar e escutar mais profundamente a voz de Deus, em um ambiente marcado pela serenidade e pelo contato com a natureza.
Conduzido pelos Frades Franciscanos, o retiro contou com a animação e o canto dos postulantes, criando um clima de oração e recolhimento. Um dos momentos centrais foi a reflexão conduzida por Frei Ronildo Arruda sobre o Crucifixo de São Damião. Partindo da experiência de São Francisco de Assis, Frei Ronildo recordou que, além dos grandes feitos, também houve fragilidades e buscas, como o desejo de ser cavaleiro antes de sua conversão. Assim como Francisco, cada pessoa também vive seus próprios caminhos, nem sempre alinhados, de imediato, com a vontade de Deus.
Ao recordar episódios marcantes da vida do santo, como a reconstrução da pequena igreja de São Damião e o encontro com o leproso, os participantes foram convidados a perceber como Deus se revela nas experiências mais concretas da vida. Quando São Francisco abraça o leproso e aquilo que antes era amargo se torna doçura, ele descobre, de modo mais profundo, o amor, a fé, a esperança e a caridade. Esse gesto continua a interpelar, convidando cada um a olhar o outro com misericórdia, reconhecendo em cada pessoa a dignidade de filho e filha de Deus.
Em seguida, os colaboradores viveram um tempo de deserto, marcado pelo silêncio e pela escuta interior. Diante da pergunta “Senhor, que queres que eu faça?”, cada um foi convidado a olhar não para as sombras do outro, mas para as próprias, permitindo que Deus ilumine o coração e conduza o caminho.
O retiro seguiu com a Celebração da Palavra, conduzida por Frei Jair da Cruz, que refletiu sobre o perdão e o julgamento a partir do Evangelho da mulher adúltera. À luz da misericórdia de Jesus, os participantes foram chamados a reconhecer a própria condição e a viver um caminho de conversão, acolhendo o convite: ir e não mais pecar.
Ao final, Frei Rogério destacou a importância da convivência no ambiente de trabalho e expressou sua gratidão a cada colaborador, recordando que o “obrigado” vai além de uma formalidade, sendo um gesto profundo de reconhecimento e comunhão. O momento contou também com a presença de Frei Antônio Francisco e Frei Carlos Antônio, que acompanharam esse tempo de oração, reflexão e fraternidade.
Vivido em meio ao silêncio, à escuta e à simplicidade, o retiro foi um verdadeiro convite à conversão do coração, preparando cada participante para celebrar a Páscoa com mais consciência, fé e renovação interior.
Paz e Bem.












